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Pesquisa Veterinária Brasileira, 2020. Estudo do Setor de Patologia da Escola de Veterinária da UFMG.
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Oitenta e três cães ictéricos foram necropsiados na Escola de Veterinária da UFMG entre 2014 e 2017. Em cada um deles a icterícia foi classificada em pré-hepática, hepática ou pós-hepática, e a causa foi confirmada por histopatologia, sorologia e PCR.
É o mapa de diagnósticos diferenciais que falta na hora de olhar a mucosa amarela e decidir qual é o próximo exame.
O que está dentro
54,2% icterícia hepática
Pouco mais da metade. O resto não estava no fígado.
Foram 45 cães hepáticos, 24 pré-hepáticos (28,9%), 13 com os dois mecanismos somados (15,7%) e um único caso pós-hepático (1,2%). Quase três em cada dez ictéricos tinham hemólise, não hepatopatia.
51 de 83 cães
A causa mais frequente de icterícia era infecciosa.
A leptospirose foi diagnosticada em 40 cães, com PCR positiva para Leptospira interrogans em 37 deles. A erliquiose apareceu em 12. Cinco tinham lesões sugestivas de coinfecção pelos dois agentes.
13 neoplasmas
O tumor entra no diferencial antes do que se costuma pensar.
Colangiocarcinoma, hemangiossarcoma e linfoma. Somam-se a 11 casos degenerativos (lipidose e degeneração glicogênica), seis de fibrose hepática em estágio final e um de colelitíase.
4 em cada 5 anêmicos
O hemograma e a bioquímica tabelados por tipo de icterícia.
Anemia em 81,8% dos pré-hepáticos e 79,3% dos hepáticos. Trombocitopenia em até 100% dos casos mistos. Albumina baixa em 92,3% dos pré-hepáticos. Fosfatase alcalina alta em 84% dos hepáticos.
Depois da leitura
Todos esses cães chegaram vivos ao consultório antes de chegarem à necropsia. No dia 17 de setembro a professora Heloísia Bressan interpreta o perfil bioquímico do cão e do gato ao vivo, do laudo até a conduta.
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As enzimas que decidem o caso naquele estudo são as mesmas do perfil bioquímico da sua rotina. No dia 17 de setembro a professora Heloísia Bressan interpreta esse perfil ao vivo, no cão e no gato, do laudo até a conduta.